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Mar 11th

Coleta de óleo de cozinha é uma das prioridades pelo Meio Ambiente

E-mail Imprimir PDF

sdc12817_400_300Preocupado com o destino errôneo do óleo de cozinha já utilizado, o Departamento de Meio Ambiente da Prefeitura da Estância Turística de Eldorado apresentou, no dia 24 na Aldeia Cultural da cidade, um projeto para a organização da coleta de óleo de fritura, do conhecimento e desenvolvimento de atitudes a partir do problema no meio ambiente, bem como o seu destino.

Atualmente, esse tipo de movimento está sendo uma das prioridades em Eldorado. “Muita gente não sabe, mas o óleo é prejudicial para a água e também para o esgoto”, comenta o diretor de Meio Ambiente, Edson Ney Barbosa. “Por isso, elaboramos um projeto e queremos colocá-lo em prática o mais rápido possível e para isso, contamos com a colaboração da Sabesp que já possui um programa sobre o assunto”, ressalva Barbosa.

Durante a reunião, - que contou com professores e diretores da rede municipal de ensino, responsáveis pelo departamento de Educação de Eldorado, representantes da Câmara Municipal do município, da Fundação Florestal, da Sabesp, do Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp), do Instituto Socioambiental (ISA), do CEPCE, da Polícia Rodoviária e da primeira-dama e presidente do Fundo Social, Minelidia Teixeira de Oliveira, - aconteceram duas palestras que mostraram como é importante o cuidado da coleta do óleo.

A primeira foi conduzida pela jornalista da Sabesp, Mônica Nogueira Lima, que apresentou e explanou o Projeto de Reciclagem do Óleo de Fritura (PROL) organizado pela própria Sabesp em parceria com entidades, empresas e prefeituras.

O objetivo do PROL é dar uma destinação correta para o óleo, promover a educação ambiental envolvendo comércios, escolas e a comunidade. Além disso, promover a geração de renda.

Lima mostrou também que cada família descarta por mês, cerca de 1 a 2 litros de óleo. Descarte esse, que é feito nos ralos ou então, colocados em saquinhos plásticos e jogados nas latas de lixo. “O óleo quando jogado no ralo, faz uma crosta no encanamento equivalente ao cimento que gruda com fio de cabelo e outras coisas jogadas no ralo e que acaba voltando para dentro das casas, ou seja, ocorre o entupimento”, conta a jornalista.

Para a água, o produto forma uma camada na superfície do líquido que bloqueia a entrada da luz do sol necessária para a fotossíntese dos organismos aquáticos. “Um litro de óleo, contamina, segundo fontes, 25 mil litros de água”, relata Lima.

Atualmente, existem algumas possibilidades de reaproveitamento do óleo, como: a produção de resina para tintas, sabão e o biodiesel. A mais utilizada é a do sabão, porém, o PROL transforma em biodiesel.

Para a coleta dos óleos utilizados, foram instalados em uma cidade do Vale do Ribeira, ecopontos destinados somente para o recolhimento desse produto. Uma ação de divulgação também é necessária. E é exatamente isso que a Prefeitura de Eldorado pretende fazer na cidade: criar ecopontos nas escolas, entidades, igrejas, Sabesp e Prefeitura. “Queremos colocar esses postos de coleta em vários locais da cidade, para que assim, as pessoas tenham acesso ao programa e nos ajudem a arrecadar cada vez mais óleo”, relata o diretor de Eldorado. “Mas, se alguém já quiser participar, pode levar o óleo até a Sabesp do município”, finaliza.

Após a explanação da Sabesp, os policiais rodoviários de Pariquera-Açu, Soldada Ane e o Sargento Correia mostraram o trabalho que desenvolvem com adolescentes sobre drogas, reciclagem e da coleta do óleo, e da importância de juntar esses trabalhos com a iniciativa da Prefeitura, já que coletam óleo e utilizam as garrafinhas que o transporta para montar carrinhos e aproveitar na educação de trânsito.

Após as palestras, o diretor de Meio Ambiente, mostrou uma comissão para começar a colocar o projeto em prática. “Ainda teremos mais uma reunião para acertarmos os últimos detalhes para o início da coleta”, ressalta a chefe da divisão de Meio Ambiente, Aline Aparecida Leite.

O dinheiro arrecadado com a venda desse material será revertido, através do Fundo Municipal de Meio Ambiente, que já está para ser criado, para entidades filantrópicas, como a APAE, Casa Abrigo da Criança, Nossa Senhora da Guia, SOS e Asilo, em que deverão desenvolver projetos sócio-ambientais.

 

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